EUA avisam aliados do Golfo sobre nova rodada de ataques ao Irã após as eleições de meio de mandato
Segundo a Fox News, general Keith Kellogg disse que o governo vê reconstrução nuclear iraniana; em Israel, Netanyahu tende a se manter no poder.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Os Estados Unidos alertaram aliados do Golfo sobre uma possível e curta retomada de ataques ao Irã depois das eleições legislativas americanas de meio de mandato, segundo o programa "Fox News @ Night", exibido em um recorte publicado pelo canal Fox Business. O general Keith Kellogg afirmou que, no dia seguinte à votação, "é melhor se preparar".
Para Kellogg, o presidente americano entende que o Irã provavelmente reconstrói, ou tenta reconstruir, suas instalações nucleares. Ele citou a chamada "Pickaxe Mountain" (Montanha Pickaxe), a cerca de uma milha e meia de distância de um dos locais atacados, onde, segundo o general, os iranianos instalam centrífugas e urânio enriquecido. A apresentadora resumiu a ideia como uma nova ofensiva contra os sítios nucleares.
Avaliação de analistas sobre o alvo
O rabino Chaim Mentz, convidado do programa, classificou a ação como um "alvo fácil" para garantir que o Irã não se torne potência nuclear. Segundo ele, os iranianos trabalham sob lonas colocadas na entrada da montanha para que satélites não vejam o que ocorre ali. Na avaliação dele, os EUA poderiam remover essa capacidade e "empurrar o problema para frente".
Mentz também ponderou que será bem mais difícil ver uma mudança de regime em Teerã, ainda que todos torçam por isso. Ele disse não haver certeza de que o material nuclear ainda esteja no local e defendeu que o trabalho deveria ter sido concluído há muito tempo, o que, afirmou, abre agora um dilema sobre onde procurar.
A médica Sheila Nazarian, também painelista, descreveu os iranianos como um povo "endurecido", submetido a sanções por boa parte dos últimos 50 anos. Segundo ela, hoje a Guarda Revolucionária (IRGC) exerce na prática o controle militar, e os mulás estariam sem poder real. Ela afirmou que a IRGC avisou à população que, sem a força, o país se fragmentaria em territórios diferentes se os americanos entrassem.
Eleição em Israel e o futuro de Netanyahu
O programa também tratou da primeira eleição israelense desde os ataques terroristas do Hamas, em 7 de outubro de 2023. Citando o comentarista Ben Shapiro, o debate apontou que as chances de Benjamin Netanyahu permanecer como primeiro-ministro são "extremamente altas": ou não haverá governo formado e ele seguirá como interino, ou haverá um governo de união, ou ele costurará uma coalizão que atraia algum partido da oposição.
Segundo a apresentadora, na noite anterior a disputa parecia apertada, mas agora não parecia tão próxima. Nazarian lembrou que o Parlamento israelense exige 61 cadeiras para governar e que Netanyahu estaria na casa dos 50. Mentz afirmou que cerca de 17 cadeiras iriam para árabes muçulmanos e que, na avaliação dele, Netanyahu sairá da eleição e se unirá ao presidente americano para concluir o que chamou de "negócio inacabado" contra o Irã.
O que observar
A transcrição não traz números de mercado nem projeções econômicas. Ainda assim, a perspectiva de nova escalada no Oriente Médio é um fator de risco geopolítico que costuma ser acompanhado por investidores em petróleo, juros, dólar e bolsas, incluindo a Nasdaq. Os pontos a observar, a partir do que foi dito no programa, são a data de uma eventual ação após as eleições americanas, a confirmação dos fatos sobre o programa nuclear iraniano e a formação do governo em Israel.


